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6 Oceanário Artificial Internacional [ BURITIS ]
palafita-gigante-I

Oceanário Artificial Internacional [ BURITIS ]

Autor Daniel Jesus
Equipe Daniel Jesus
País Brasil

Sobre a obra:

“Pergunto coisas ao buriti; e o que ele responde é: a coragem minha. Buriti quer todo azul, e não se aparta de sua água - carece de espelho”.

É neste trecho do livro “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, que esta obra encontra o seu dispositivo. Assim como a admiração da Secretária de Planejamento Urbano de Belo Horizonte em 1976, Dra. Ismaília de Moura Nunes pelo autor e que batizou em sua homenagem o bairro com o nome BURITIS - sendo Buriti o nome de uma palmeira muito presente na obra de G. Rosa -, a intervenção artística “Oceanário Artificial Internacional [ BURITIS ]” encontra a sua criação e estímulo inspirados no “Todo Azul” poético, no “Não se apartar da água” como desejo conceitual e visual. Mas não somente a água em toda a sua potência com nascentes, rios e bacias, mas a água (e, principalmente, a vida) dos oceanos, somando-se inevitavelmente ao resgate da utilização das palafitas em suaS origeNS, enquanto sistemas construtivos de sustentação em edificações localizadas em regiões alagadiças, desde o período neolítico. Daí o surgimento da presente ideia: construir na palafita 09 (Maria Heilbuth Surette),uma das maiores do circuito traçado no presente edital “Outros Territórios”, um Oceanário Artificial, transformando este extenso espaço inativo, inóspito e ignorado, em foco de refúgio, de contemplação, de curiosidades e quem sabe, de sensibilidades.

Um oceanário que pede atenção nacional e internacional, Um oceanário artificial construído com bóias e botes infláveis de animais realísticos e obviamente, também a representação do lixo produzido e descartado pelo ser humano, instituindo todo um universo de plástico. Afinal, como falar um oceano, de um rio, de uma mata, de uma floresta hoje em dia sem esses novos elementos intrusos e mortíferos que infelizmente fazem parte da atual natureza? Segundo dados da Assembleia Geral das Nações Unidas, ainda de 2018, cerca de 80% dos plásticos produzidos no mundo terminam nos oceanos, significando entre oito e doze milhões de toneladas por ano e que os microplásticos já se encontram no sal e na água. Consequentemente se presume que cada pessoa no planeta tem plástico em seu corpo. A poluição por plástico nos oceanos é um desafio à escala global, como o desafio das alterações climáticas, e é um perigo para todas as espécies, incluindo a espécie humana.

comentários do júri


Proposta com aspectos plástica e conceitualmente positivos, divertida e irônica. (Um aquário no alto da montanha em um estado onde não há mar!). Este projeto enfatiza a possibilidade de que este espaço poderia abrigar um oceanário.

Durante a noite é impressionante e pode ser avistado de longe. É pertinente ao local proposto. No entanto, não conforma um espaço de permanência...

Sugerimos que na Fase 2 alguns pontos sejam repensados ou analisados:
- Como os objetos ficarão suspensos em seu devido lugar?
- Qual seria a ocupação no período matutino?
- Presente em toda a estrutura, o fundo azul é fundamental na definição visual da proposta. Tecnicamente, como será obtida a distribuição dessa luz tão uniforme e onipresente?
- A organização pode coletar ou pegar emprestado objetos marítimos e/ou de piscina de vizinhos que os pegariam de volta no final da mostra.

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