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A Chamada Outros Territórios teve seu prazo de entrega encerrado em 5 de fevereiro.

Ficamos muito entusiasmados pela repercussão nacional e internacional alcançada e pela boa qualidade dos trabalhos apresentados. Foram 297 inscrições vindas de 36 países! Ao final, 101 propostas foram entregues e 91 habilitadas para a etapa de julgamento.

Confira os projetos selecionados, menções honrosas e demais projetos na galeria e baixe a Ata de Julgamento aqui.

A exposição OT no Viaduto das Artes será inaugurada em breve; notícias sobre a mostra serão publicadas no nosso blog.

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Outros Territórios é um conjunto de intervenções efêmeras que serão propostas para um bairro montanhoso em Belo Horizonte: o bairro Buritis. Será uma mudança instantânea em sua paisagem através da ocupação de diversas “palafitas” ao mesmo tempo.

Uma gama de espaços esquecidos, largados, ignorados e inusitados serão trazidos para a vida da cidade por meio de um evento que irá propor um campo de estudo aberto: as possibilidades latentes da cidade existente. Será uma oportunidade para testar novas ideias, trocar experiências e despertar sensibilidades; uma maneira de mostrar que pequenas intervenções podem gerar transformações duradoras (seja em termos materiais ou institucionais) com recursos limitados; e ser um instrumento para se pensar soluções alternativas na recomposição urbana de um tecido esgarçado como é o de Belo Horizonte.

As intervenções serão escolhidas através desta Chamada de Ideias, de caráter público e internacional, e irão compor uma exposição no inusitado Viaduto das Artes. Em momento posterior, as intervenções serão organizadas em forma de um Festival Cultural, quando se dará efetivamente a construção de algumas das propostas selecionadas.

Além de um roteiro livre de visitação às obras, Outros Territórios pretende se configurar como um espaço para debates em torno de questões relativas à cidade, explorando interfaces entre arquitetura, artes visuais, iluminação pública e paisagem urbana, e problematizando a gestão da cidade, os passivos ambientais e arquitetônicos, os vazios urbanos e o mercado imobiliário.

Lançamento da Chamada
06/11/2018

Envio das propostas e Inscrições
até 05/02/2019

Consultas
até 25/01/2019

Julgamento
11 a 15/02/2019

Divulgação online do resultado
18/02/2019

Abertura da exposição no Viaduto das Artes
27/04/2019

organização

vazio aurora eduardo de jesus

patrocínio

mercantil

apoio institucional

iab pbh viaduto asbai

parceiro de mídia

youngbird

blog

Membro do júri: Marcos Franchini

Mais um (sétimo e último!) jurado. É Marcos Franchini, que vai representar a nova geração no júri OT.

Marcos possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-MG (2010) e é mestre em Ciências da Construção Metálica pela UFOP (2017). Atualmente, é professor na Faculdade Pitágoras no curso de Arquitetura e Urbanismo e já lecionou na graduação da UFOP, PUC-MG e na pós-graduação da Una.

Trabalhou com o arquiteto Sylvio de Podestá (2007-20111) e colaborou com os escritórios franceses Mu-Architecture e Archicop (2009). Participou do escritório Rizoma (2011-2012), com experiência em obras e projetos no Instituto INHOTIM.

Desde 2012 tem escritório próprio, tendo sido premiado em diversos concursos nacionais e internacionais. Marcos é um ferrenho desenhista. Seu trabalho é plural uma vez que se relaciona às parcerias que busca fazer em cada projeto, seja com outros arquitetos, designers, fotógrafos e artistas.

Marcos Franchini

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publicado em 10 de Janeiro de 2019 às 09:00

Buritis: em obras

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publicado em 4 de Janeiro de 2019 às 09:00

Territórios Outros

Este é um breve ensaio por Eduardo de Jesus, um dos organizadores e também membro do júri de OT.



O espaço (social) é um produto (social)
Henri Lefebvre

Quais são os territórios que produzimos e inventamos nas disputas e interações típicas da vida cotidiana? Como produzir-inventar territórios no domínio heterogêneo da contemporaneidade entre real e virtual? Como operam esses espaços? Essas são algumas questões que pontuam e animam o projeto “Outros territórios” e que nos solicitam visões panorâmicas e transdisciplinares para perceber a complexidade presente nas operações entre fixos e fluxos que caracterizam os espaços e suas dinâmicas.

Os espaços com suas ocupações efêmeras, como propostos pelo projeto, deslizando por distintos campos do conhecimento como arte, arquitetura, urbanismo e geografia entre muitos outros podem acionar novas visões sobre as territorialidades, seus modos de uso e conexões com o entorno. Das potências acionadas pelas ocupações efêmeras podem emergir experiências que – na urgência da cidade e de seus agenciamentos – reverberam em nossos processos de subjetivação para alcançarmos novas formas de ver e interagir com a cidade e seus fluxos.

Se a permanência das formas mais fixas de ocupação dos espaços e territórios ativam nossa memória entre coletivo e pessoal, experimentar as proposições efêmeras (que podem deslocar-inventar usos e funções) é o mesmo que abrir uma linha de fuga para outras imaginações mais livres, como a construção de uma memória fugaz da cidade em movimento reconfigurando não apenas nossos modos de perceber espaço e tempo, mas todo o conjunto de relações sociais, culturais e políticas que afetam nossas experiências nos territórios da cidade.

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publicado em 2 de Janeiro de 2019 às 08:00

Membro do júri: Lúcia Koch

Mais um membro do nosso júri: Lúcia Koch. :)

Lúcia é artista multimídia, escultora e fotógrafa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutora em poéticas visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), onde hoje é professora. Participou da fundação do Grupo Arte Construtora (1992/1996), projeto coletivo de artistas cuja proposta era ocupar espaços inusitados com suas intervenções, produzindo-as de forma autônoma e com forte interesse por espaços domésticos e públicos; e do Jardim Miriam Arte Clube (Jamac, 2004 a 2006), realizando projetos artísticos na periferia paulistana. Entre as diversas coletivas de que participou, citamos a 2ª e 5ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul (1999 e 2005), Bienal de Pontevedra, Espanha (2000), Panorama da Arte Brasileira (MAM, 2001 e 2007), Bienal de Istanbul (2003), Bienal de São Paulo (2006), Aichi Triennale, Nagoya (2010), Bienal de Lyon (2011), Bienal de Sharjah (2013) e Prospect 3, New Orleans (2014), entre outras.

“A obra de Lúcia Koch pensa o espaço, o que pode passar pela referência a tipologias arquitetônicas, mas não necessariamente. É que a construção arquitetônica, embora seja parte do que constitui o espaço, está longe de defini-lo em sua totalidade.”

Lúcia possui obras em várias coleções públicas do mundo, tais como: Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAMAM (Recife, Brasil), MAM/SP, MAC/PR, MAC/RS, LACMA - Los Angeles County Museum of Art (USA), Fundación ARCO (Espanha) e Musée d'Art Contemporain de Lyon - MAC (Lyon, França), entre outros.

Lúcia Koch

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publicado em 28 de Dezembro de 2018 às 06:00

Buritis - fotos da década de 2000

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fonte: arquivo Vazio S/A

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publicado em 20 de Dezembro de 2018 às 09:00

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